Bovarismo reconfigurado: Identidade e representação de Emma Bovary e Ema Paiva

Palavras-chave: Subjetividade feminina, Desejo e identidade, Performance literária, Representação simbólica, Modernidade estética

Resumo

Este artigo propõe uma análise comparativa entre Madame Bovary, de Gustave Flaubert, e Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís, centrando-se na reconfiguração simbólica do bovarismo e na espetacularização do feminino através das figuras de Emma Bovary e Ema Cardeano Paiva. Partindo das relações amorosas e do papel dos amantes e do marido, discute-se a construção da identidade como performance e mise en scène, bem como a insatisfação existencial que move ambas as protagonistas. Através da teatralização do desejo e da busca do “Absoluto”, evidenciam-se os limites entre autenticidade e representação, culminando na perda ou na suspensão de sentido das suas vidas. O estudo apoia-se em citações das obras literárias e referências críticas para sustentar a leitura comparatista.

Publicado
2025-11-23