Cristina de "A Noiva de Caná", de António Cabral, entre a sua ambivalência bovariana e a Antiguidade Clássica
Resumo
Neste trabalho, propomo-nos a explorar uma análise sobre a figura da personagem Cristina do romance A Noiva de Caná, de António Cabral (1931-2007), numa perspetiva da ambivalência bovariana – ou seja, no contexto da possível dualidade, ou não, entre a visão do bem (virtude) e a do mal (pecado), no âmbito das representações imagéticas femininas – e recorrendo a um quadro de comparações dessa mulher com aspetos intrínsecos a outras personagens – femininas, também –, mais concretamente, da literatura da Antiguidade greco-latina, sendo que o título da obra da autoria do escritor transmontano tenta estabelecer uma relação de intertextualidade com uma conhecidíssima passagem do Novo Testamento – mais precisamente, a que, nos primeiros onze versículos do segundo capítulo do Evangelho segundo S. João, nos dá a conhecer o primeiro milagre de Jesus, conhecido por “Bodas de Caná”, designação homónima do mencionado título romanesco.
Direitos de Autor (c) 2025 José Carlos Magalhães Pereira

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